Há momentos em que os filhos se focam tanto com apenas um de seus pais que o escolhem para fazer tudo. Por exemplo, pode dizer a seu pai: “Com você não! Quero ir com a mamãe!!”. A sensação que esse pai pode sentir é de rejeição. No entanto, que a criança tenha mamite ou papite é normal e cíclico. As palavras tem ganhado força para indicar o apego à mãe mais que ao pai, em determinado momento, ou vice-versa.

A questão é como manejamos essas situações para que não seja mais que uma fase temporal e que não dure mais do que o esperado. Essa fase ocorre entre os 2-3 anos, quando a criança decide com quem quer fazer cada coisa. O importante é não fazer disso um drama. É uma fase normal. Haverá períodos que para tudo vai querer fazer com o pai e outras que tudo vai querer fazer com a mãe. Logo, não devemos ter ciúmes do outro progenitor ou sentir que fazemos pior que o outro ou que não sejamos dignos do afeto da criança.

Para a criança esse é um momento de aprender a tomar decisões. Não se trata de que ame mais a um que o outro. O problema é que somos nós os adultos a querer estar em competição com nosso companheiro quando o tema é o amor dos filhos. Verdadeira paranoia e infantil de nossa parte.

O que nosso filho precisa é dos dois, tanto do pai quanto da mãe. Quando observe que seu filho está vivendo a fase mamite ou papite, busque ter paciência e entendê-lo. Converse com seu parceiro e discutam como podem fazer para ajudar a voltar à normalidade. Uma dica é fortalecer o vínculo em momentos em que a ‘rejeição’ não se dê.

Devemos tomar a situação com naturalidade, não forçando as coisas, pois isso pode ser prolongar.  A nós cabe escutar seus desejos e respeitá-lo para que possa passar por esse momento da melhor maneira possível, com emoções positivas.

*Foto: Penélope Torres – Facebook


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